15% das adolescentes faltaram à escola ao menos uma vez no ano por falta de absorventes, aponta IBGE
25/03/2026
(Foto: Reprodução) A falta de acesso a absorventes íntimos impacta a frequência escolar de adolescentes brasileiras. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (25), cerca de 15% das estudantes do sexo feminino de 13 a 17 anos deixaram de ir à escola ao menos um dia, nos 12 meses anteriores ao levantamento, por falta de absorvente.
A comparação entre as redes de ensino evidencia a desigualdade. Na rede pública, aproximadamente 17% das meninas faltaram às aulas por não terem absorvente, enquanto na rede privada o percentual foi de 6%.
🔎 A PeNSE é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do Ministério da Educação. Esta é a quinta edição do levantamento, feito em 2024, e abrange mais de 12,3 milhões de jovens entre 13 e 17 anos matriculados em escolas públicas e privadas de todo o país.
Entre os estados, Santa Catarina registrou o menor índice de alunas que faltaram às aulas por esse motivo: 9,2%. O Amazonas teve o maior índice, com 27,9% das adolescentes perdendo dias de aula pela ausência de absorvente.
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Falta de absorvente leva alunas a faltarem às aulas, segundo IBGE
Kayan Albertin - Arte/g1
Região Norte tem a menor oferta institucional de absorvente no país
O IBGE também estimou o percentual de estudantes entre 13 e 17 anos que estudavam em escolas que forneciam absorventes para as alunas.
No Sudeste, 92% das alunas estudavam em instituições em que o item era oferecido -- maior índice entre as grandes regiões. Em seguida estão as regiões Sul (91%), Centro-Oeste (88%), Nordeste (80%) e Norte (56%).
Veja o percentual, por unidade da federação, de estudantes do sexo feminino que estudavam em escolas que forneciam absorventes:
Percentual de estudantes entre 13 e 17 anos que estudavam em escolas que forneciam absorventes, segundo IBGE
Kayan Albertin - Arte/g1
Santa Catarina: 94,1% das estudantes
Goiás: 94,1%;
São Paulo: 93,7%;
Amapá: 93,1%;
Ceará: 92,8%;
Minas Gerais: 92,2%;
Paraná: 90,1%;
Espírito Santo: 89,4%;
Sergipe: 88,7%;
Rio Grande do Sul: 88,7%;
Mato Grosso: 87,4%;
Pernambuco: 86,6%;
Piauí: 86,2%;
Rio de Janeiro: 84,9%;
Distrito Federal: 84,7%;
Acre: 81%;
Alagoas: 80,5%;
Bahia: 79%;
Mato Grosso do Sul: 75,7%;
Amazonas: 71%;
Maranhão: 68,9%;
Paraíba: 64,4%;
Rondônia: 63,1%;
Tocantins: 56,3%;
Rio Grande do Norte: 54,9%;
Pará: 43,3%;
Roraima: 38,5%.
Muitas mulheres não têm acesso a absorventes íntimos e formas adaptadas para conter o fluxo podem trazer riscos à saúde
Alice Sousa/G1
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